No futebol moderno, a camisola de um clube é muito mais do que uma simples peça de equipamento. É um símbolo de identidade, uma extensão da história da instituição e, cada vez mais, uma importante ferramenta de marketing. Por trás de cada camisola que entra em campo existe uma marca desportiva responsável pelo seu desenho, produção, tecnologia e, em muitos casos, por uma parte significativa da estratégia comercial associada ao equipamento.

Na época 2026/2027, a Liga Portuguesa apresenta uma interessante diversidade de marcas desportivas. Ao lado de gigantes mundiais como Adidas, Nike, Puma e New Balance, encontramos fabricantes com uma presença mais específica no mercado futebolístico e marcas que procuram afirmar-se através de clubes portugueses.

Tendo em conta as marcas que vestem os clubes da Liga Portuguesa na temporada 2026/27 é possível constatar uma realidade particularmente interessante: não existe um domínio absoluto de uma única marca. Pelo contrário, o campeonato português apresenta uma combinação de grandes multinacionais, marcas europeias históricas e fabricantes de menor dimensão.

Entre as marcas representadas encontramos Adidas, Puma, Hummel, Joma, Nike, Macron, Kappa, New Balance, Reebok e Skita. Cada uma destas marcas está associada a diferentes clubes, criando uma verdadeira “competição” paralela no mercado dos equipamentos.

Neste artigo, vamos conhecer as marcas que vestem os clubes da Liga Portuguesa em 2026/27, perceber quais têm maior presença e analisar a importância que os equipamentos assumem atualmente no futebol português.

Marcas Desportivas que Vestem os 18 Clubes da Liga Portuguesa 2026/27

Adidas: uma das grandes dominadoras

A Adidas é uma das marcas com maior presença na Liga Portuguesa 2026/27 e surge associada a quatro clubes na imagem: Benfica, Casa Pia, Rio Ave e Estrela da Amadora.

Trata-se de uma presença particularmente forte, sobretudo porque inclui um dos clubes com maior dimensão e visibilidade do futebol português: o Benfica.

O clube da Luz mantém uma longa relação com a marca alemã, sendo uma das principais referências da Adidas em Portugal. A camisola encarnada é reconhecida internacionalmente e constitui um dos produtos de merchandising mais importantes do clube.

Mas a presença da Adidas não se limita aos grandes emblemas. O facto de também vestir o Casa Pia, o Rio Ave e o Estrela da Amadora demonstra a capacidade da marca para trabalhar com clubes de diferentes dimensões e identidades.

No caso do Rio Ave, por exemplo, a própria loja oficial do clube apresenta as camisolas 2026/27 como produtos Adidas.

Já no Estrela da Amadora, a época 2026/27 marca uma nova parceria com a Adidas, depois de várias temporadas com a Umbro. A nova camisola recupera as tradicionais cores verde, grená e branca do clube.

A presença da Adidas no campeonato português é, portanto, diversificada. A marca consegue estar simultaneamente associada à dimensão internacional do Benfica e à identidade mais regional de clubes como o Rio Ave ou o Estrela.

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Puma com três clubes

A Puma é outra das grandes marcas representadas na Liga Portuguesa e, de acordo com a imagem, equipa SC Braga, Famalicão e Santa Clara.

O SC Braga é naturalmente o principal nome deste grupo. Os arsenalistas têm uma forte presença no futebol português e uma crescente projecção internacional, tornando a parceria com uma marca global particularmente relevante.

A Puma tem também uma presença significativa no Famalicão. O clube minhoto tem vindo a consolidar a sua posição no principal escalão e possui uma identidade visual bastante marcada, algo que pode ser explorado através dos equipamentos.

O Santa Clara completa o grupo.

Ter três clubes vestidos pela mesma marca demonstra a importância que a Puma continua a ter no mercado português. No caso do Braga, a marca apresenta diferentes equipamentos para a temporada, mantendo a tradição das cores vermelha e branca no equipamento principal e introduzindo propostas diferentes nos restantes.

A presença da Puma também mostra que o mercado português pode funcionar como uma montra interessante para fabricantes internacionais.

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Hummel: tradição e identidade

A Hummel surge associada a dois clubes na imagem: Marítimo e Vitória SC.

A presença da marca dinamarquesa no futebol português ganhou particular interesse em 2026/27 devido às mudanças ocorridas em ambos os clubes.

No caso do Marítimo, o regresso da Hummel tem uma forte componente histórica. O clube madeirense voltou a trabalhar com a marca mais de três décadas depois, recuperando uma parceria que remonta à temporada 1993/94.

É um excelente exemplo de como uma marca desportiva pode ser utilizada para recuperar memórias e reforçar a ligação emocional entre clube e adeptos.

Também o Vitória SC iniciou uma nova era com a Hummel em 2026/27. O clube vimaranense assinou um contrato de cinco anos com a marca dinamarquesa, substituindo a Macron.

A camisola do Vitória mantém a tradicional identidade preta e branca, enquanto os elementos gráficos da Hummel introduzem uma imagem renovada.

A Hummel demonstra assim que o equipamento não serve apenas para diferenciar jogadores em campo. Pode também ser utilizado para contar histórias e recuperar relações históricas.

Joma: uma marca com forte presença no futebol

A Joma surge associada a Académico de Viseu e Gil Vicente.

A marca espanhola tem uma longa tradição no futebol e está habituada a trabalhar com clubes de diferentes dimensões e campeonatos.

Para o Académico de Viseu, a presença na Liga Portuguesa representa uma excelente oportunidade para aumentar a visibilidade do clube e da própria marca.

No caso do Gil Vicente, a Joma está ligada a um clube com uma identidade muito própria. O equipamento dos gilistas procura conciliar as cores tradicionais com propostas contemporâneas.

Uma das vantagens de marcas como a Joma está precisamente na capacidade de oferecer soluções relativamente personalizadas a clubes que não têm necessariamente o poder de negociação dos três grandes.

Num mercado em que Adidas, Nike ou Puma possuem uma enorme capacidade financeira e comercial, marcas como a Joma conseguem encontrar espaço através da proximidade com clubes e da flexibilidade na produção dos equipamentos.

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Nike: Sporting e Alverca

A Nike aparece na imagem associada a Sporting CP e FC Alverca.

O Sporting é, naturalmente, um dos grandes embaixadores da Nike em Portugal. A combinação entre a dimensão internacional dos leões e a força da marca norte-americana cria uma das parcerias mais relevantes do futebol português.

A camisola verde e branca do Sporting é uma das mais reconhecidas do campeonato e possui uma forte componente comercial.

Mas a presença da Nike no Alverca é igualmente interessante. Demonstra que uma marca global pode estar presente em clubes de dimensões muito diferentes.

Para o Alverca, vestir Nike representa também uma associação a uma marca de enorme reconhecimento mundial. Para a Nike, significa reforçar a presença no campeonato português através de mais um clube.

Esta diferença de dimensão entre os dois parceiros permite perceber como uma marca desportiva pode trabalhar estratégias distintas consoante o clube.

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Macron e Moreirense

Na imagem, a Macron surge associada ao Moreirense.

A marca italiana é conhecida pela forte presença no futebol europeu e por trabalhar com muitos clubes profissionais.

O Moreirense possui uma identidade visual facilmente reconhecível, sobretudo através da utilização do verde e branco, tradicionalmente associados ao clube de Moreira de Cónegos.

A parceria com uma marca como a Macron permite ao clube apresentar equipamentos com uma identidade própria, sem ficar necessariamente limitado aos modelos mais genéricos disponíveis no mercado.

É precisamente aqui que a relação entre clube e fabricante pode ganhar importância.

Para um clube profissional, o equipamento não deve ser apenas funcional. Deve também ser atrativo para os adeptos, facilmente reconhecível e capaz de gerar vendas.

Kappa: a aposta do Nacional

A Kappa surge associada ao CD Nacional.

A marca italiana tem uma longa história ligada ao futebol e é reconhecida pelo seu estilo caraterístico.

No Nacional, a relação entre a identidade do clube e o equipamento assume uma importância especial. O clube madeirense tem uma ligação muito forte à ilha da Madeira e uma imagem tradicionalmente associada ao preto e branco.

Uma marca como a Kappa pode explorar precisamente essa identidade, criando equipamentos que sejam simultaneamente modernos e facilmente identificáveis.

Além disso, o regresso de clubes madeirenses ao principal escalão aumenta a diversidade geográfica da competição e, consequentemente, a variedade de mercados em que as marcas de equipamentos podem estar presentes.

New Balance: o FC Porto

A New Balance veste o FC Porto, sendo uma das parcerias de maior dimensão apresentadas na imagem.

O clube azul e branco tem uma enorme base de adeptos em Portugal e uma forte presença internacional. Por isso, a associação a uma marca global como a New Balance possui uma enorme relevância comercial.

A camisola do FC Porto é um dos equipamentos mais vendidos do futebol português e representa uma importante plataforma de exposição para o fabricante.

Na temporada 2026/27, a New Balance continua responsável pelos equipamentos do FC Porto, incluindo diferentes versões da camisola.

A relação entre o FC Porto e a New Balance é também um exemplo da crescente importância que as marcas especializadas em equipamento futebolístico atribuem aos grandes clubes.

Para além da qualidade técnica, existe uma dimensão de design e marketing cada vez mais importante.

Reebok regressa ao futebol português através do Estoril

Uma das presenças mais interessantes da imagem é a Reebok, associada ao Estoril Praia.

A Reebok possui uma história muito forte no mundo do desporto e, particularmente, na cultura das décadas de 1980 e 1990. No futebol, a marca já teve várias parcerias importantes ao longo da sua história.

O regresso a um palco como a Liga Portuguesa através do Estoril é, por isso, uma oportunidade interessante para recuperar visibilidade.

O Estoril apresentou equipamentos com uma identidade bastante distinta, incluindo uma camisola principal que combina amarelo e azul-claro. A chegada da Reebok foi destacada como uma das novidades da temporada.

Para os adeptos, estas parcerias também ajudam a tornar a Liga Portuguesa mais diversificada.

Skita: uma marca que merece atenção

A Skita é talvez a marca menos conhecida do grande público.

Na época 2026/27, está associada ao FC Arouca.

A presença da Skita é um exemplo interessante de como o futebol profissional não é dominado exclusivamente pelas grandes multinacionais.

O Arouca apresenta equipamentos desenvolvidos pela marca, incluindo uma camisola principal predominantemente amarela e azul-marinho.

Para uma marca de menor dimensão, vestir um clube da primeira divisão portuguesa pode ser uma excelente oportunidade de ganhar notoriedade.

Para o clube, trabalhar com um fabricante mais pequeno pode também permitir maior flexibilidade e uma relação mais próxima na criação dos equipamentos.

A importância comercial das camisolas

A distribuição das marcas pelos clubes demonstra que os equipamentos têm hoje uma importância que vai muito além da sua função desportiva.

Uma camisola oficial é um produto de consumo.

É comprada pelos adeptos, oferecida como presente, utilizada por crianças e adultos e frequentemente usada fora do contexto futebolístico. Quanto maior for a popularidade de um clube, maior é o potencial comercial associado à camisola.

Por isso, a escolha do fabricante pode ser uma decisão estratégica.

Um clube procura normalmente uma combinação entre qualidade, preço, capacidade de produção, design, distribuição e potencial comercial.

A marca, por outro lado, procura exposição, vendas e associação a valores positivos.

É uma relação em que ambas as partes procuram beneficiar da força da outra.

A diversidade de marcas torna a Liga Portuguesa mais interessante

Uma das conclusões mais interessantes que podemos retirar é precisamente a diversidade.

Em vez de encontrarmos uma Liga dominada por duas ou três marcas, temos um campeonato onde convivem dez fabricantes diferentes.

A Adidas aparece com vários clubes e inclui Benfica e Estrela da Amadora, enquanto Nike está associada ao Sporting e ao Alverca. Puma marca presença no Braga, Famalicão e Santa Clara. Hummel aparece com Marítimo e Vitória SC.

Depois encontramos Joma, Macron, Kappa, New Balance, Reebok e Skita.

Esta diversidade contribui para que os equipamentos da Liga Portuguesa sejam bastante diferentes entre si.

Cada clube procura manter a sua identidade, mas cada fabricante introduz também elementos próprios de design, materiais e tecnologia.

O equipamento como símbolo de identidade

No futebol, poucas coisas são tão importantes para os adeptos como a camisola.

Um adepto não compra apenas tecido. Compra uma representação do seu clube.

A camisola pode recordar uma conquista, uma época especial, um jogador marcante ou simplesmente a infância de quem a veste.

Por isso, os clubes procuram cada vez mais envolver os adeptos nos lançamentos dos equipamentos.

As marcas também perceberam essa realidade. Os lançamentos deixaram de ser simples apresentações de produtos e transformaram-se em verdadeiras campanhas de marketing.

O Estrela da Amadora, por exemplo, apresentou os seus primeiros equipamentos Adidas através de uma campanha centrada na própria cidade da Amadora, procurando colocar a comunidade no centro da comunicação.

Este tipo de estratégia mostra como o equipamento pode contar uma história.

Conclusão

A época 2026/2027 apresenta uma Liga Portuguesa particularmente interessante do ponto de vista dos equipamentos e das marcas desportivas.

Entre os grandes nomes internacionais destacam-se Adidas, Nike, Puma e New Balance, responsáveis pelos equipamentos de alguns dos clubes mais importantes do campeonato. Ao mesmo tempo, marcas como Hummel, Joma, Macron, Kappa e Reebok demonstram que continuam a existir oportunidades para fabricantes com uma forte tradição no futebol.

A presença da Skita no Arouca é particularmente interessante por representar a capacidade de marcas menos conhecidas conquistarem espaço num campeonato profissional de elevada visibilidade.

Mais do que uma questão estética, a escolha de um equipamento representa uma decisão comercial e estratégica. Os clubes procuram qualidade e identidade, enquanto as marcas procuram visibilidade, vendas e associação a equipas com potencial de crescimento.

Para os adeptos, no entanto, a questão é muitas vezes mais simples: querem uma camisola bonita, que represente o clube e que possam vestir com orgulho.

E é precisamente aí que está a força do futebol. Por detrás de contratos, tecnologia, marketing e estratégias comerciais, existe uma ligação emocional que nenhuma marca consegue fabricar.

Quando um jogador entra em campo com as cores do seu clube, leva consigo muito mais do que uma camisola. Leva uma identidade, uma história e milhares de adeptos que se reconhecem naquele símbolo.

Na Liga Portuguesa 2026/27, essa identidade ganha formas diferentes através de dez marcas desportivas. E, para além da competição dentro das quatro linhas, existe também uma interessante competição visual e comercial entre os fabricantes que ajudam a vestir o futebol português.

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